domingo, 13 de dezembro de 2009
RELATÓRIO DO TERCEIRO ENCONTRO
O terceiro encontro de Formação Continuada no município de João Neiva aconteceu com todas as orientações do programa Gestar II, só nos restou enriquecer o momento com outros atrativos para que tivéssemos um bom dia de estudo. Iniciamos com a mensagem inicial “Síntese da felicidade”, um lindo poema de Drummond, em slides, que veio para nos desejar pequenas felicidades que se encarregam de fazer do nosso dia -a-dia momentos especiais. Em seguida, a biografia de Drummond também em slides, enriquecida com imagens do poeta mineiro, frases do próprio autor e principais dados. Tudo preparado carinhosamente para demonstrar mais uma vez o gênero textual “Biografia” e a importância de conhecer o autor para melhor compreender seus textos. A socialização do “AVANÇANDO NA PRÁTICA” fluiu rapidamente, já que a prática dos cursistas em sala de aula, contribuiu para que realizassem com os alunos um bom trabalho e trouxessem os resultados para serem compartilhados. Alguns cursistas não chegaram a concluir as atividades em sala, uma vez que tiveram que parar para avaliarem os alunos. Afinal, é final de bimestre. Ficaram de trazer, no próximo encontro, as atividades propostas. Após o lanche, houve a dinâmica “Rabo da cobra”. Pura descontração, que teve também como objetivo mostrar que no ensino, assim como na brincadeira, é preciso estratégia, planejamento e união, sem, no entanto, esquecer a alegria. A alegria é o que nos energiza, nos move em direção aos nossos desejos e metas. Paramos aqui para, em grupo, concluirmos a oficina 5, que interrompemos no segundo encontro por falta de tempo. Observei encantada o interesse do grupo em construir as melhores questões a partir dos textos oferecidos. Parei até para fotografar os cursistas em atividade. O resultado da oficina foi excelente. Material esse que breve retornará para o grupo já digitado e xerocado. A Tipologia Textual foi o tema da unidade 11, iniciada com um texto ilustrado em slides, que construímos, também para ser repassado aos alunos para que entendam os tipos textuais predominantes nos mais diversos gêneros. Paramos aqui para fazermos exercícios sobre o tema, a fim de conferir nossos conhecimentos no assunto. A avaliação final foi em grupo, pois aproveitamos para avaliarmos a oficina, o encontro e também traçar as primeiras idéias sobre o projeto de leitura que iremos construir e aplicar no decorrer do curso. Encerramos aqui, lamentando o pouco tempo que temos para tanto material e despedimo-nos desejando a todos um bom recesso em julho. Boa semana de descanso.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
FRASE
"A leitura torna o homem completo; a conversação torna-o ágil; e o escrever dá-lhe precisão.'
Francis Bacon
Francis Bacon
MEMORIAL DE LEITURA
Segundo Paulo Freire “ A leitura do mundo precede sempre a leitura da palavra”. Quando criança vivia na zona rural de uma cidade do interior, minha mãe antes do casamento e antes do meu nascimento era professora, parou de trabalhar para dedicar-se a casa e aos filhos e marido, meu pai também detinha o domínio da linguagem, devido a isso cresci em contato com um certo nível formal da língua. Sempre ouvi muitas histórias contadas por minha mãe, mas nunca tive contato com livros infantis. Aprendi a ler e a escrever com minha mãe no quintal da minha casa, no interior chamado de terreiro, ela desenhava as letras e palavras no chão usando uma varinha. Ao iniciar minha vida escolar já dominava a escrita e a leitura. Por isso quando comecei estudar na primeira série, na época, avancei logo pra segunda série, a qual pertencia a uma escola pluridoscente, quatro turmas em uma mesma sala com uma única professora, não havia muitos recursos, mas era um ambiente bem aconchegante.
Ao concluir o primário, conforme era chamado na época, precisamos nos mudar para a cidade, pois onde morava não havia escola de ensino fundamental II, muito menos transporte para ir estudar em outro lugar. Meus pais que sempre foram muito preocupados com a educação dos filhos, decidiram sair da roça para termos oportunidade de estudar, sendo assim fomos para João Neiva, ES.
No meu primeiro dia de aula na nova escola, lembro-me que fiquei estagnada, era tudo tão grande, tantos alunos, tantos professores, e foi nessa escola que conheci pela primeira vez na vida uma biblioteca, admirei-me diante de tantos livros, tanta coisa para ler, porém tudo parecia intocável, como se fosse uma grande exposição.
Naquele ano, a quinta série foi inovadora, diferente, mas infelizmente os professores nunca estimularam-me a ler. Foi na sexta série, que li meu primeiro livro indicado pelo professor “A ilha perdida” de Maria José Dupré. Viajei com aquele livro em minhas mãos e nunca mais esqueci aquela história. Foi o único livro que os professores do ginásio trabalharam, apesar de ter uma excelente biblioteca, mas a partir daquele momento passei a freqüentar a biblioteca e ter contato com a leitura. Uma vez resolvi até escrever um livro, peguei um caderno e iniciei minha criação, escrevi aproximadamente 50 páginas, mas acabei desistindo.
No segundo grau tive contato com a literatura brasileira com o livro A Moreninha, apaixonei-me. Amava fazer teatros, criar histórias, dramatizá-las, trabalhar com poesia. Nesta mesma época encontrei a professora que me ensinou os passos para escrever, mostrando a forma correta, analisava o modelo, escrevia, reescrevia, analisava novamente o texto. Foi uma excelente educadora.
Depois decidi fazer o curso de letras conhecendo e aprimorando ainda mais a leitura. É evidente que no decorrer dos anos, métodos e técnicas e pessoas se modificam, transformam-se e precisamos estar abertos para mudanças. Hoje sou mestranda em ciências da educação e minha linha de pesquisa do mestrado e relacionada a leitura e por coincidência, participo do GESTAR que segue a mesma linha.
Ao concluir o primário, conforme era chamado na época, precisamos nos mudar para a cidade, pois onde morava não havia escola de ensino fundamental II, muito menos transporte para ir estudar em outro lugar. Meus pais que sempre foram muito preocupados com a educação dos filhos, decidiram sair da roça para termos oportunidade de estudar, sendo assim fomos para João Neiva, ES.
No meu primeiro dia de aula na nova escola, lembro-me que fiquei estagnada, era tudo tão grande, tantos alunos, tantos professores, e foi nessa escola que conheci pela primeira vez na vida uma biblioteca, admirei-me diante de tantos livros, tanta coisa para ler, porém tudo parecia intocável, como se fosse uma grande exposição.
Naquele ano, a quinta série foi inovadora, diferente, mas infelizmente os professores nunca estimularam-me a ler. Foi na sexta série, que li meu primeiro livro indicado pelo professor “A ilha perdida” de Maria José Dupré. Viajei com aquele livro em minhas mãos e nunca mais esqueci aquela história. Foi o único livro que os professores do ginásio trabalharam, apesar de ter uma excelente biblioteca, mas a partir daquele momento passei a freqüentar a biblioteca e ter contato com a leitura. Uma vez resolvi até escrever um livro, peguei um caderno e iniciei minha criação, escrevi aproximadamente 50 páginas, mas acabei desistindo.
No segundo grau tive contato com a literatura brasileira com o livro A Moreninha, apaixonei-me. Amava fazer teatros, criar histórias, dramatizá-las, trabalhar com poesia. Nesta mesma época encontrei a professora que me ensinou os passos para escrever, mostrando a forma correta, analisava o modelo, escrevia, reescrevia, analisava novamente o texto. Foi uma excelente educadora.
Depois decidi fazer o curso de letras conhecendo e aprimorando ainda mais a leitura. É evidente que no decorrer dos anos, métodos e técnicas e pessoas se modificam, transformam-se e precisamos estar abertos para mudanças. Hoje sou mestranda em ciências da educação e minha linha de pesquisa do mestrado e relacionada a leitura e por coincidência, participo do GESTAR que segue a mesma linha.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
PRODUÇÃO TEXTUAL
RELATÓRIO DO DÉCIMO ENCONTRO
Nosso décimo encontro foi em clima de descontração. Iniciamos com uma mensagem, depois trabalhamos com slides relacionados a interpretação de músicas, passávamos as músicas e comentávamos a letra, depois víamos a verdadeira interpretação, o porquê daquela letra. Foi interessantíssimo, os cursistas gostaram muito e relacionaram a importância do conhecimento prévio.
Estudamos a unidade 16 do TP4, a qual trabalha a produção textual – Crenças, teorias e fazeres. Com os seguintes objetivos:
Identificar crenças e teorias que subjazem às práticas de ensino da escrita;
Relacionar as práticas comunicativas com o desenvolvimento e o ensino da escrita como processo;
Identificar dimensões das situações sociocomunicativas que auxiliam no planejamento e na avaliação de atividades de escrita.
Realizamos a oficina, trabalhamos bastante as imagens e a produção textual. Depois os cursistas fizeram a leitura dos memoriais produzidos por eles e constatamos que a maioria não teve contato com a leitura na infância e na adolescência, devido a isso, também apresentam uma certa resistência a leitura. São excelentes profissionais que não foram estimulados a desenvolver a leitura devido ao sistema, que agora estão reaprendendo a lidar com a questão da leitura, estão despertando para a importância da leitura como instrumento de necessidade, conhecimento e interesse.
Socializamos e aperfeiçoamos o projeto discutido nos encontros anteriores, o qual foi analisado pela equipe pedagógica do município e com os supervisores e diretores das escolas. Acrescentamos alguns livros e textos.
Foi feita a avaliação do curso no decorrer deste ano, envolvendo os cursistas, formadora, programa, tempo e material. De modo geral, a avaliação foi bem positiva em todos os fatores.
Para finalizar o encontro, fizemos uma técnica de balões usando a música Superfantástico do Balão Mágico,e trabalhamos atividades relacionadas a música, também foram distribuídos material para produções textuais. Houve uma confraternização no final do encontro e o dia terminou em clima de despedida.
Nosso décimo encontro foi em clima de descontração. Iniciamos com uma mensagem, depois trabalhamos com slides relacionados a interpretação de músicas, passávamos as músicas e comentávamos a letra, depois víamos a verdadeira interpretação, o porquê daquela letra. Foi interessantíssimo, os cursistas gostaram muito e relacionaram a importância do conhecimento prévio.
Estudamos a unidade 16 do TP4, a qual trabalha a produção textual – Crenças, teorias e fazeres. Com os seguintes objetivos:
Identificar crenças e teorias que subjazem às práticas de ensino da escrita;
Relacionar as práticas comunicativas com o desenvolvimento e o ensino da escrita como processo;
Identificar dimensões das situações sociocomunicativas que auxiliam no planejamento e na avaliação de atividades de escrita.
Realizamos a oficina, trabalhamos bastante as imagens e a produção textual. Depois os cursistas fizeram a leitura dos memoriais produzidos por eles e constatamos que a maioria não teve contato com a leitura na infância e na adolescência, devido a isso, também apresentam uma certa resistência a leitura. São excelentes profissionais que não foram estimulados a desenvolver a leitura devido ao sistema, que agora estão reaprendendo a lidar com a questão da leitura, estão despertando para a importância da leitura como instrumento de necessidade, conhecimento e interesse.
Socializamos e aperfeiçoamos o projeto discutido nos encontros anteriores, o qual foi analisado pela equipe pedagógica do município e com os supervisores e diretores das escolas. Acrescentamos alguns livros e textos.
Foi feita a avaliação do curso no decorrer deste ano, envolvendo os cursistas, formadora, programa, tempo e material. De modo geral, a avaliação foi bem positiva em todos os fatores.
Para finalizar o encontro, fizemos uma técnica de balões usando a música Superfantástico do Balão Mágico,e trabalhamos atividades relacionadas a música, também foram distribuídos material para produções textuais. Houve uma confraternização no final do encontro e o dia terminou em clima de despedida.
RELATÓRIO DO NONO ENCONTRO
UM MERGULHO NO TEXTO
O nosso 9º encontro foi focado na unidade 15 do TP4, “Um mergulho no texto”, que nos aponta os procedimentos que devem ser utilizados para que o aluno atinja sua competência leitora.A unidade, em suas seções, enfatiza a idéia de que, apesar de às vezes lermos para nos distrair, o ato de ler para aprender é bastante complexo, uma vez que exige do leitor concentração e esforço. Daí a necessidade de inferências, levantamento de hipóteses e perguntas. Perguntas são essenciais no entendimento do texto.A unidade teve por objetivo não apenas auxiliar o professor em sua prática pedagógica, mas também em seu próprio processo de leitura, pois é de fundamental importância que o professor leia. E muito.Paramos aqui, mais uma vez, para dar uns ajustes no Projeto de Leitura, que será comum a todos.Outro assunto discutido novamente, foram os descritores em que os alunos apresentaram maiores dificuldades na avaliação de entrada do programa Gestar II.
Neste encontro assistimos ao vídeo VIDA MARIA, os cursistas associaram o vídeo a importância da educação para mudar a vida de muitas crianças, só através da educação que muitas pessoas conseguem “vencer” as dificuldades de vida, e no vídeo a criança quer aprender, mas o meio social no qual ela vive não pensa dessa forma.
Ficou combinado neste encontro, que todos fariam um memorial de leitura para ser apresentado no próximo.
Concluímos o encontro com a certeza de que nós, os educadores, temos um grande trabalho a realizar.
ATIVIDADES
ATIVIDADES REALIZADAS COM “AVANÇANDO NA PRÁTICA” RELATADAS POR PROFESSORES DO MUNICÍPIO DE JOÃO NEIVA
Fábulas
1. Leia abaixo uma terceira versão da fábula A CIGARRA E A FORMIGA com seus alunos.
2. Proponha exercícios de interpretação do texto e reflexão sobre os conceitos de trabalho da cigarra e da formiga.
3. Destaque a forma poética, com rima, métrica e ênfase no plano sonoro para comparar com os textos de Monteiro Lobato, que estão em prosa. Focalize, principalmente, a semelhança no tema e a diferença na composição lingüística. Assim os alunos começam a ficar atentos para dois dos critérios em que se baseia a classificação de gêneros textuais.
4. Proponha que os alunos escrevam uma ou duas frases sobre a “moral da história” que cada uma das versões admite.
5. Explicite, no quadro negro, as características que fazem desses textos uma fábula: personagens, temas, intenções do autor, conclusões do leitor.
6. Se seus alunos já podem interpretar textos mais densos, ou se você preferir trabalhar com outros gêneros, você poderá escolher um dos outros gêneros que foram objeto de nossas reflexões nesta unidade. O importante é que você ofereça aos alunos dois ou mais textos para que as características de um determinado gênero sejam
detectadas a partir da comparação entre textos.
A cigarra e a formiga
La Fontaine
A cigarra, sem pensar
em guardar
a cantar passou o verão.
Eis que chega o inverno, e então,
sem provisão na despensa,
como saída, ela pensa
em recorrer a uma amiga:
sua vizinha, a formiga,
pedindo a ela, emprestado,
algum grão, qualquer bocado
até o bom tempo voltar.
- Antes de agosto chegar,
pode estar certa a Senhora:
pago com juros, sem mora.
Obsequiosa, certamente,
a formiga não seria.
- Que fizeste até outro dia?
perguntou à imprevidente.
- Eu cantava, sim Senhora,
noite e dia, sem tristeza.
- Tu cantavas? Que beleza?
Muito bem: pois dança, agora...
Sobre o autor:
Jean de La Fontaine foi um poeta francês que viveu entre 1621 e 1695. Tornou-se famoso por escrever fábulas inspiradas em clássicos gregos e latinos, como Esopo, Fedro e Horácio (que também tinham
escrito fábulas). Em suas histórias entram elementos de comédia e narrativa dramática, com propósitos moralizantes. Seus personagens, na maioria animais que se comportam como seres humanos, servem para ridicularizar os defeitos humanos, apontando a natureza como exemplo a seguir na conquista da felicidade.
De acordo com a proposta de trabalho do GESTAR II, no desenvolvimento de uma atividade em sala de aula, com as turmas de 5ª série, trabalhei o gênero fábula: “A cigarra e a formiga” nas diferentes versões e dos diferentes autores. Segui os passos abaixo.
No planejamento selecionei as fábulas: “ A cigarra e a formiga” ( A formiga boa e a formiga má) de Monteiro Lobato, “A cigarra e a formiga” de Ruth Rocha, “A cigarra e a formiga” de Regina Drummond e o poema “ Sem barra” de José Paulo Paes.
Propus exercícios de interpretação dos textos e reflexões sobre os conceitos de trabalhos da cigarra e da formiga; assim como, a análise textual dando destaque a forma poética, rima, métrica e ênfase no plano sonoro para comparar com os textos dos autores mencionados, que estão em prosa.
Com o objetivo de que os alunos compreendessem o gênero textual fábula, apresentado de diferentes formas e pertencentes a diferentes autores. Como fechamento utilizei a música “ A cigarra” de Bia Bedran para complementar as atividades.
A metodologia adotada foi aula expositiva e música. Devido ao planejamento, não tive dificuldades. A pesquisa dos diferentes autores e gêneros, facilitou a aplicação das atividade. Deste modo, os resultados foram positivos, e os alunos corresponderam a expectativa de acordo com o objetivo proposto.
(Relato feito pela professora Claudia Catarina Cometti)
Cordel
1. Leia com seus alunos o seguinte texto de cordel de João Martins de Athayde.
Avançando na prática
As quatro classes corajosas:
Vaqueiro, agricultor, soldado e pescador
Tenho ouvido alguém dizer
Sem ver que eu estou presente:
"José Camelo não presta,
Porque só fica contente
Quando mete a língua dele
Contra esse, ou contra aquele
Inda sendo seu parente".
Pois bem, se eu prestei estudos
Para ser ruim demais
Sou quem conheço os viventes
Ruins, pois são meus iguais
E o ruim que detesta
Falar mal de quem não presta
Inda mais ruim se faz
De gente ruim eu falo
Mas de gente boa não;
Portanto vou nestes versos
Fazer uma exaltação
Às quatro classes que eu vejo
Que merecem sem gracejo
Honras pela profissão
[...]
São quatro classes, porém
Vou falar primeiramente
Sobre a classe dos vaqueiros
Fazendo o mundo ciente
O quanto são valorosos
Ou por outra corajosos
Honrando a sua patente
O vaqueiro é um herói
Que não tem amor à vida
Pois inda encontrando a morte
Na frente da foice erguida
Antes a morte matá-lo
Ele lhe atira o cavalo
E ela fica estendida
[...]
Já falei sobre os vaqueiros
Classe muito valorosa
Agora posso falar
Noutra classe corajosa
Que são os agricultores
Classe que merece flores
Por ser muito proveitosa
A classe de agricultores
É quem traz o mundo em pé;
Pois é quem tira da terra
O açúcar e o café
O trigo, o milho, o feijão
A farinha e o algodão
E ninguém diz que não é
Quem olhar para o serviço
Que o pobre agricultor faz
Achará que ele possui
Força e coragem demais
Pois vê que ele em seu trabalho
Inda encontrando um engalho
Já nunca dá para trás
Já falei sobre o prestígio
Do agricultor; agora
Vou falar sobre o soldado
Pois preciso nesta hora
Dizer: que o soldado é
Quem traz a justiça em pé
Neste nosso mundo em fora
O soldado é um amigo
Que não teme combater
Defendendo a vida alheia
Já sem pensar em morrer
Pois entrando em luta forte
Troca a vida pela morte
Muitas vezes com prazer
Inda um homem sendo fraco
Mas se fazendo soldado
Pela bandeira da pátria
Não teme ser fuzilado
Não é como cangaceiro
Que além de ser desordeiro
Só briga estando emboscado
[...]
Já falei sobre os vaqueiros
Agricultores também;
Dos soldados já mostrei
O valor que a classe tem
Portanto vou dar louvores
À classe dos pescadores
Pois acho que me convém
Alguém diz que o pescador
Não tem classe, então por isto
Devo dizer nestes versos
Que alguns apóstolos de Cristo
Foram homens pescadores
E mais tarde pregadores
Isto está mais do que visto
Em cima da terra o homem
Pode saltar e correr
Porém em cima das águas
Isto não pode fazer
Já portanto o pescador
É o maior lutador
Que se pode conhecer
2. Proponha uma reflexão sobre o que diz o texto em termos de tema, objetivos, personagens, visão de mundo:
a) a discussão pode ser feita em conjunto, oralmente, com a participação de todos, sendo conduzida por perguntas do(a) professor(a);
b) para turmas mais adiantadas na escolarização, cada um desses aspectos pode ser previamente discutido em grupos menores para, depois de preparado o tema, ser apresentado à turma toda;
3. Após a análise do poema, proponha uma discussão sobre as finalidades do texto de cordel e como esse texto as realiza;
4. Utilize as informações que apresentamos nesta seção para conduzir a discussão.
Desenvolvi com os alunos o Avançando na Prática da seção3 – O CORDEL ( atividade proposta acima)
A turma de 8ª série apresenta o seguinte perfil: os alunos têm dificuldades de concentração, pois a turma é agitada , muitos têm dificuldades de leitura e escrita, dificuldades de interpretação.
Levei para sala de aula o gênero cordel foi muito enriquecedor, pois os alunos logo de início se interessaram pela atividade proposta, todos participaram.
Primeiro conversamos sobre o gênero, as características, como surgiu, finalidade. Alguns alunos perceberam que haviam tido contato com esse gênero, mas não sabiam como era nomeado como exemplo as falas de rodeios e músicas.
Após este primeiro contato, entreguei a letra da música “DNA – a verdade vai mostrar” de Caju e Castanha e pedi que prestassem atenção nas rimas e na forma, logo depois, pedi que mostrassem as características do cordel presentes na música.
Entreguei logo depois, o texto “ As quatro classes corajosas: vaqueiro, agricultor, soldado e pescador”. Fizemos uma leitura coletiva, após a leitura listamos as características do texto e ainda as características de cada personagem, como eram físico e psicologicamente.
Trabalhar com este gênero textual foi uma experiência muito positiva, pois é um gênero agradável de se ler. Além de trabalhar o gênero ainda pude explicar conteúdos gramaticais que estudados fora de um contexto tornam-se nauseantes, como: versos, estrofes, rimas, substantivos, verbos de ação e estado, gerúndio, particípio, infinitivo e sinônimos.
( Relato apresentado pela professora Graciella Costa Marim)
Biografia
1. Leia com seus alunos a biografia de Carlos Drummond de Andrade, ou de outro autor cujos textos já tenham sido trabalhados em sala de aula.
2. Procure, com seus alunos, em livros didáticos, ou outros ao seu alcance, outros textos biográficos.
3. Analise os textos para que eles identifiquem que tipos de informações constituem um texto biográfico.
4. Proponha que cada um dos alunos elabore sua própria biografia, na terceira pessoa, como foi feita a de Carlos Drummond de Andrade.
Obs. Uma variação sobre essa atividade pode ser, se houver possibilidade, os alunos elaborarem a biografia de alguém importante na escola ou na comunidade.
Iniciei a aula perguntando aos alunos se eles já conheciam uma biografia. A partir deles fui registrando no quadro as idéias. Em seguida distribui o material xerocado para aula: uma biografia de Monteiro Lobato. Foi feito a leitura no coletivo, após a leitura, pude perceber o interesse da turma. Dando continuidade a aula, fomos até a biblioteca onde dividi a turma em grupos e pedi que eles selecionassem uma importante personalidade dentro do tema e elaborassem uma breve biografia da personalidade escolhida.
Depois da biografias prontas, cada grupo trocou aquela que produziu com outro grupo da sala. Observando se os elementos que caracterizam a biografia foram considerados.
Assim cada grupo pôde dar sugestões para melhorar o trabalho um do outro, anotando as observações a lápis no próprio texto. Recebendo a biografia de volta, o grupo leu as observações feitas e a reescreveu para aperfeiçoá-las.
Para finalizar a oficina cada aluno produziu a sua biografia que foi organizada em um painel na sala.
Dessa forma, todos os alunos puderam ler os trabalhos dos colegas.
( Relato feito pela professora Maria da Penha Mattos Rodrigues)
Avançando na prática
Descrição
Proponha o seguinte jogo a seus alunos:
1. A classe deve ser dividida em dois grupos.
2. Um grupo diz secretamente a um representante do outro grupo o nome de um objeto.
3. Esse representante, diante da classe, deve descrever o objeto sem dizer o nome.
4. Os membros de seu grupo devem identificar o objeto pela descrição. Estimule a variedade nas maneiras de descrever: além da descrição física, dizer para que serve, onde normalmente é encontrado, etc.
5. Estipule um tempo, adequado ao nível da classe para essa atividade.
6. Ganha ponto o grupo que adivinhar, dentro do prazo estipulado, o objeto descrito.
7. Faça que todos, ou, ao menos, o maior número possível dos alunos passe pela atividade de descrever.
8. Findo o jogo, proponha que cada um escreva um texto descrevendo um objeto de grande valor pessoal. O desafio é dar o maior número de informações possíveis, mas identificá-lo apenas na última linha do texto.
9. Faça uma rodada de leitura em voz alta, solicitando voluntários.
10. Estimule a participação dos outros alunos na leitura, com comentários e opiniões sobre clareza, objetividade, etc.
Para encaminhar a atividade dividi a sala em dois grupos. Todos os alunos descreveram um objeto sem dizer o nome e os demais foram adivinhando.
Os alunos adoraram. E enquanto jogavam e se divertiam fixavam o que era substantivo e adjetivo. Na seqüência, produziram um texto com o desafio de dar o maior número de informações de um objeto de grande valor pessoal e só na última linha do texto identificá-lo.
Depois dos textos prontos, fizemos uma roda de leitura. Todos queriam ler e ainda pediram para que enquanto o colega lia os outros tentariam adivinhar.
Conclui que a atividade através de jogos estimula a participação de forma prazerosa e prende atenção de todos.
( Relato apresentado pela professora Marilha Martinelli Mandato)
Trabalhando o tema trabalho
O tema trabalho não é objeto apenas de gêneros textuais tão rígidos como os da atividade 7. Falar ou conversar sobre o tema é uma maneira de construir textos mais
flexíveis e criativos. Fazemos esse “jogo”, entre textos de organização fixa e textos
mais flexíveis e “soltos”, o tempo todo. Trabalhe esse conhecimento intuitivo com
seus alunos.
1. Organize um jogo em sala de aula, com número par de grupos
2. Cada grupo escolhe um porta-voz e um representante para ir ao quadro.
3 -Cada grupo deve dar uma “definição” de trabalho cada vez que você disser:
Trabalho é...
4. Depois de uma breve negociação de sentidos em cada grupo, com um tempo que
você estipular, o porta-voz dá a resposta pelo grupo.
5. Cada representante escreve no quadro as definições dadas por seu grupo, que
devem ser bastante criativas.
6. Os grupos devem ser rápidos, pois o primeiro a falar ganha um ponto.
7. Depois do jogo, todos podem explorar as “definições” do quadro.
8. Se você achar pertinente, utilize as informações do quadro para estimular a elaboração
de um texto escrito que focalize o tema.
Os alunos assistiram ao filme “A cigarra e a formiga”, pedi que eles observassem a atitude das formigas e o comportamento da cigarra. Após o filme fizemos um pequeno comentário do que foi observado.
A maioria chegou a conclusão de que a cigarra fazia uma coisa que gostava e que serviu para divertir as formigas durante o inverno. Logo era o trabalho dela.
A partir desse momento, pedi para que cada um definisse o que é trabalho. Surgiram várias definições e eu ia escrevendo no quadro, depois fomos eliminando aquelas que fugiram um pouco e ficamos com as de melhores sentidos.
Ao final pedi que produzissem um poema com o tema trabalho. Cada um fez a leitura do seu texto, que por sinal foram bons.
( Relato apresentado pela professora Luzia Mota)
AVANÇANDO NA PRÁTICA
Jornais podem se converter em ótimo material para o trabalho com textos empíricos em sala de aula. Vamos sugerir atividades que podem ser adaptadas à realidade e ao nível de escolaridade de seus alunos.
Reproduzimos aqui quatro exemplos de textos que apareceram no jornal Correio Braziliense, de 18 de janeiro de 2003.
Texto 1
Gênero: artigo jornalístico
Frentista paga a conta
Uma prática comum nos postos de gasolina tem minguado o salário dos frentistas. Prejuízos com cheques sem fundos devem ser pagos pelos trabalhadores em algumas situações. Os descontos são previstos no acordo coletivo da categoria, mas os empregados reclamam de abusos. Alegam que os donos de postos estão pesando a mão na hora de promover o abatimento no salário para cobrir eventuais despesas com cheques devolvidos ou roubados, cartões clonados e assaltos.
Os assaltos a postos de gasolina são um exemplo. Todo dia, o frentista recebe dinheiro para fornecer troco aos clientes. O valor corresponde a uma quantidade de litros de combustível. Normalmente, as empresas se responsabilizam até essa quantia, que pode chegar a R$ 200,00, em caso de roubo. Mas o excedente roubado deve ser ressarcido pelo próprio trabalhador.
“A gente está vulnerável aqui, trabalha sem um mínimo de segurança. A gente registra ocorrência, apresenta ao patrão, mas de nada vale”, reclama o frentista de um posto em Samambaia, penalizado em R$150,00 no mês passado depois de ser vítima de roubo.
Os donos dos postos de gasolina se defendem. O presidente do Sindicato dos Postos de Combustíveis do DF (Sindpetro) confirma parte dos descontos, mas justifica, “Os empresários precisam se resguardar dos casos de negligência ou mesmo de má fé do trabalhador”, conta. O empresário garante que uma minoria dos trabalhadores é penalizada. “Do contrário, as pessoas fugiriam do emprego”, compara.
Marcelo Rocha
Da equipe do Correio
Texto 2
Gênero: (anúncio) classificado
MÁQUINA DE COSTURA Antiga, Singer, funcionando, c/ pé de ferro desenhado + pé de máquina costura desenhado, c/ tampo de mármore + escrivaninha antiga c/ três gavetas tampo que abre, conjunto R$ Tr.: 777-
Gênero literário e não-literário
Texto 3
Gênero: poema
Belo belo minha bela
Tenho tudo que não quero
Não tenho nada que quero
Não quero óculos nem tosse
Nem obrigação de voto
Quero quero
Quero a solidão dos píncaros
A água da fonte escondida
A rosa que floresceu
Sobre a escarpa inacessível
A luz da primeira estrela
Piscando no lusco-fusco
Quero quero
Quero dar volta ao mundo
Só num navio de vela
Quero rever Pernambuco
Quero ver Bagdá e Cusco
Quero quero
Quero o moreno de Estela
Quero a brancura de Elisa
Quero a saliva de Bela
Quero as sardas de Adalgisa
Quero quero tanta coisa
Belo belo
Mas basta de lero-lero
Vida noves fora zero.
Texto 4
Gênero: horóscopo
1. Na sala de aula, separe os alunos em 4 ou 8 grupos para analisar os textos que você terá reproduzido em número suficiente para todos do grupo.
2. Oriente seus alunos a identificar como as informações estão distribuídas nos textos; qual o conteúdo temático (de que trata o texto); qual a finalidade; quem são seus leitores em potencial; etc.
3. Se você considerar que a análise do plano composicional (da organização das informações) é ainda difícil para um trabalho autônomo, reserve esse trabalho para fazerem todos em conjunto, com a ajuda do professor.
4. As respostas, escritas pelos grupos, serão apresentadas a todos como o resultado da análise de cada gênero textual, ao mesmo tempo que os exemplos dos textos circularão entre todos para que a análise seja acompanhada com o texto empírico.
5. Mais importante do que a nomenclatura usada para classificar os gêneros é a capacidade para reconhecer características comuns que distinguem um gênero do outro. Por isso, convém informar, de antemão, o gênero com que cada grupo trabalhará.
Dando prosseguindo às atividades do programa GESTAR II – Língua Portuguesa, trabalhou-se com atividades propostas pela seção Avançando na Prática da unidade 10, do livro TP3. Envolveu-se nesse trabalho a 5ª série da EMEF “ Professora Maria Olíria Sarcinelli Campagnaro”.
Para esta aula, com o objetivo de mostrar os distintos gêneros textuais: artigo jornalístico, anúncio-classificado, poema e horóscopo, preparou-se quatro pequenos textos com suas devidas intervenções: um artigo jornalístico( notícia retirada do jornal A Voz de Santa Tereza; um anúncio (classificado); um poema de Fernando Pessoa e um horóscopo.
Por se tratar de textos pequenos, e a experiência de vida de cada aluno, foi de fácil aplicação e entendimento os gêneros textuais apresentados. Cada texto foi trabalhado individualmente, co suas questões mediadas pelo educador, depois em conjunto para que os alunos pudessem perceber suas características.
Os educandos perceberam claramente o objetivo de cada texto, que depois de lidos e devidamente explanados, passou-se então para a conclusão do trabalho. Depois os alunos produziram seus próprios textos.
Para auxiliar nesta atividade e para que ficassem claros todos os itens que deviam conter em cada gênero, foram preparados slides em Power Point e apresentados todos os aspectos e características presentes em cada gênero textual.
Apresentar de uma só vez, quatro gêneros textuais aos alunos, foi bem interessante e se obteve um retorno bem satisfatório e positivo na aplicação desta proposta de atividade, tendo como produto final, textos bem desenvolvidos e criativos.
( Relatório feito pelo professor Eliel dos Anjos dos Santos)
Fábulas
1. Leia abaixo uma terceira versão da fábula A CIGARRA E A FORMIGA com seus alunos.
2. Proponha exercícios de interpretação do texto e reflexão sobre os conceitos de trabalho da cigarra e da formiga.
3. Destaque a forma poética, com rima, métrica e ênfase no plano sonoro para comparar com os textos de Monteiro Lobato, que estão em prosa. Focalize, principalmente, a semelhança no tema e a diferença na composição lingüística. Assim os alunos começam a ficar atentos para dois dos critérios em que se baseia a classificação de gêneros textuais.
4. Proponha que os alunos escrevam uma ou duas frases sobre a “moral da história” que cada uma das versões admite.
5. Explicite, no quadro negro, as características que fazem desses textos uma fábula: personagens, temas, intenções do autor, conclusões do leitor.
6. Se seus alunos já podem interpretar textos mais densos, ou se você preferir trabalhar com outros gêneros, você poderá escolher um dos outros gêneros que foram objeto de nossas reflexões nesta unidade. O importante é que você ofereça aos alunos dois ou mais textos para que as características de um determinado gênero sejam
detectadas a partir da comparação entre textos.
A cigarra e a formiga
La Fontaine
A cigarra, sem pensar
em guardar
a cantar passou o verão.
Eis que chega o inverno, e então,
sem provisão na despensa,
como saída, ela pensa
em recorrer a uma amiga:
sua vizinha, a formiga,
pedindo a ela, emprestado,
algum grão, qualquer bocado
até o bom tempo voltar.
- Antes de agosto chegar,
pode estar certa a Senhora:
pago com juros, sem mora.
Obsequiosa, certamente,
a formiga não seria.
- Que fizeste até outro dia?
perguntou à imprevidente.
- Eu cantava, sim Senhora,
noite e dia, sem tristeza.
- Tu cantavas? Que beleza?
Muito bem: pois dança, agora...
Sobre o autor:
Jean de La Fontaine foi um poeta francês que viveu entre 1621 e 1695. Tornou-se famoso por escrever fábulas inspiradas em clássicos gregos e latinos, como Esopo, Fedro e Horácio (que também tinham
escrito fábulas). Em suas histórias entram elementos de comédia e narrativa dramática, com propósitos moralizantes. Seus personagens, na maioria animais que se comportam como seres humanos, servem para ridicularizar os defeitos humanos, apontando a natureza como exemplo a seguir na conquista da felicidade.
De acordo com a proposta de trabalho do GESTAR II, no desenvolvimento de uma atividade em sala de aula, com as turmas de 5ª série, trabalhei o gênero fábula: “A cigarra e a formiga” nas diferentes versões e dos diferentes autores. Segui os passos abaixo.
No planejamento selecionei as fábulas: “ A cigarra e a formiga” ( A formiga boa e a formiga má) de Monteiro Lobato, “A cigarra e a formiga” de Ruth Rocha, “A cigarra e a formiga” de Regina Drummond e o poema “ Sem barra” de José Paulo Paes.
Propus exercícios de interpretação dos textos e reflexões sobre os conceitos de trabalhos da cigarra e da formiga; assim como, a análise textual dando destaque a forma poética, rima, métrica e ênfase no plano sonoro para comparar com os textos dos autores mencionados, que estão em prosa.
Com o objetivo de que os alunos compreendessem o gênero textual fábula, apresentado de diferentes formas e pertencentes a diferentes autores. Como fechamento utilizei a música “ A cigarra” de Bia Bedran para complementar as atividades.
A metodologia adotada foi aula expositiva e música. Devido ao planejamento, não tive dificuldades. A pesquisa dos diferentes autores e gêneros, facilitou a aplicação das atividade. Deste modo, os resultados foram positivos, e os alunos corresponderam a expectativa de acordo com o objetivo proposto.
(Relato feito pela professora Claudia Catarina Cometti)
Cordel
1. Leia com seus alunos o seguinte texto de cordel de João Martins de Athayde.
Avançando na prática
As quatro classes corajosas:
Vaqueiro, agricultor, soldado e pescador
Tenho ouvido alguém dizer
Sem ver que eu estou presente:
"José Camelo não presta,
Porque só fica contente
Quando mete a língua dele
Contra esse, ou contra aquele
Inda sendo seu parente".
Pois bem, se eu prestei estudos
Para ser ruim demais
Sou quem conheço os viventes
Ruins, pois são meus iguais
E o ruim que detesta
Falar mal de quem não presta
Inda mais ruim se faz
De gente ruim eu falo
Mas de gente boa não;
Portanto vou nestes versos
Fazer uma exaltação
Às quatro classes que eu vejo
Que merecem sem gracejo
Honras pela profissão
[...]
São quatro classes, porém
Vou falar primeiramente
Sobre a classe dos vaqueiros
Fazendo o mundo ciente
O quanto são valorosos
Ou por outra corajosos
Honrando a sua patente
O vaqueiro é um herói
Que não tem amor à vida
Pois inda encontrando a morte
Na frente da foice erguida
Antes a morte matá-lo
Ele lhe atira o cavalo
E ela fica estendida
[...]
Já falei sobre os vaqueiros
Classe muito valorosa
Agora posso falar
Noutra classe corajosa
Que são os agricultores
Classe que merece flores
Por ser muito proveitosa
A classe de agricultores
É quem traz o mundo em pé;
Pois é quem tira da terra
O açúcar e o café
O trigo, o milho, o feijão
A farinha e o algodão
E ninguém diz que não é
Quem olhar para o serviço
Que o pobre agricultor faz
Achará que ele possui
Força e coragem demais
Pois vê que ele em seu trabalho
Inda encontrando um engalho
Já nunca dá para trás
Já falei sobre o prestígio
Do agricultor; agora
Vou falar sobre o soldado
Pois preciso nesta hora
Dizer: que o soldado é
Quem traz a justiça em pé
Neste nosso mundo em fora
O soldado é um amigo
Que não teme combater
Defendendo a vida alheia
Já sem pensar em morrer
Pois entrando em luta forte
Troca a vida pela morte
Muitas vezes com prazer
Inda um homem sendo fraco
Mas se fazendo soldado
Pela bandeira da pátria
Não teme ser fuzilado
Não é como cangaceiro
Que além de ser desordeiro
Só briga estando emboscado
[...]
Já falei sobre os vaqueiros
Agricultores também;
Dos soldados já mostrei
O valor que a classe tem
Portanto vou dar louvores
À classe dos pescadores
Pois acho que me convém
Alguém diz que o pescador
Não tem classe, então por isto
Devo dizer nestes versos
Que alguns apóstolos de Cristo
Foram homens pescadores
E mais tarde pregadores
Isto está mais do que visto
Em cima da terra o homem
Pode saltar e correr
Porém em cima das águas
Isto não pode fazer
Já portanto o pescador
É o maior lutador
Que se pode conhecer
2. Proponha uma reflexão sobre o que diz o texto em termos de tema, objetivos, personagens, visão de mundo:
a) a discussão pode ser feita em conjunto, oralmente, com a participação de todos, sendo conduzida por perguntas do(a) professor(a);
b) para turmas mais adiantadas na escolarização, cada um desses aspectos pode ser previamente discutido em grupos menores para, depois de preparado o tema, ser apresentado à turma toda;
3. Após a análise do poema, proponha uma discussão sobre as finalidades do texto de cordel e como esse texto as realiza;
4. Utilize as informações que apresentamos nesta seção para conduzir a discussão.
Desenvolvi com os alunos o Avançando na Prática da seção3 – O CORDEL ( atividade proposta acima)
A turma de 8ª série apresenta o seguinte perfil: os alunos têm dificuldades de concentração, pois a turma é agitada , muitos têm dificuldades de leitura e escrita, dificuldades de interpretação.
Levei para sala de aula o gênero cordel foi muito enriquecedor, pois os alunos logo de início se interessaram pela atividade proposta, todos participaram.
Primeiro conversamos sobre o gênero, as características, como surgiu, finalidade. Alguns alunos perceberam que haviam tido contato com esse gênero, mas não sabiam como era nomeado como exemplo as falas de rodeios e músicas.
Após este primeiro contato, entreguei a letra da música “DNA – a verdade vai mostrar” de Caju e Castanha e pedi que prestassem atenção nas rimas e na forma, logo depois, pedi que mostrassem as características do cordel presentes na música.
Entreguei logo depois, o texto “ As quatro classes corajosas: vaqueiro, agricultor, soldado e pescador”. Fizemos uma leitura coletiva, após a leitura listamos as características do texto e ainda as características de cada personagem, como eram físico e psicologicamente.
Trabalhar com este gênero textual foi uma experiência muito positiva, pois é um gênero agradável de se ler. Além de trabalhar o gênero ainda pude explicar conteúdos gramaticais que estudados fora de um contexto tornam-se nauseantes, como: versos, estrofes, rimas, substantivos, verbos de ação e estado, gerúndio, particípio, infinitivo e sinônimos.
( Relato apresentado pela professora Graciella Costa Marim)
Biografia
1. Leia com seus alunos a biografia de Carlos Drummond de Andrade, ou de outro autor cujos textos já tenham sido trabalhados em sala de aula.
2. Procure, com seus alunos, em livros didáticos, ou outros ao seu alcance, outros textos biográficos.
3. Analise os textos para que eles identifiquem que tipos de informações constituem um texto biográfico.
4. Proponha que cada um dos alunos elabore sua própria biografia, na terceira pessoa, como foi feita a de Carlos Drummond de Andrade.
Obs. Uma variação sobre essa atividade pode ser, se houver possibilidade, os alunos elaborarem a biografia de alguém importante na escola ou na comunidade.
Iniciei a aula perguntando aos alunos se eles já conheciam uma biografia. A partir deles fui registrando no quadro as idéias. Em seguida distribui o material xerocado para aula: uma biografia de Monteiro Lobato. Foi feito a leitura no coletivo, após a leitura, pude perceber o interesse da turma. Dando continuidade a aula, fomos até a biblioteca onde dividi a turma em grupos e pedi que eles selecionassem uma importante personalidade dentro do tema e elaborassem uma breve biografia da personalidade escolhida.
Depois da biografias prontas, cada grupo trocou aquela que produziu com outro grupo da sala. Observando se os elementos que caracterizam a biografia foram considerados.
Assim cada grupo pôde dar sugestões para melhorar o trabalho um do outro, anotando as observações a lápis no próprio texto. Recebendo a biografia de volta, o grupo leu as observações feitas e a reescreveu para aperfeiçoá-las.
Para finalizar a oficina cada aluno produziu a sua biografia que foi organizada em um painel na sala.
Dessa forma, todos os alunos puderam ler os trabalhos dos colegas.
( Relato feito pela professora Maria da Penha Mattos Rodrigues)
Avançando na prática
Descrição
Proponha o seguinte jogo a seus alunos:
1. A classe deve ser dividida em dois grupos.
2. Um grupo diz secretamente a um representante do outro grupo o nome de um objeto.
3. Esse representante, diante da classe, deve descrever o objeto sem dizer o nome.
4. Os membros de seu grupo devem identificar o objeto pela descrição. Estimule a variedade nas maneiras de descrever: além da descrição física, dizer para que serve, onde normalmente é encontrado, etc.
5. Estipule um tempo, adequado ao nível da classe para essa atividade.
6. Ganha ponto o grupo que adivinhar, dentro do prazo estipulado, o objeto descrito.
7. Faça que todos, ou, ao menos, o maior número possível dos alunos passe pela atividade de descrever.
8. Findo o jogo, proponha que cada um escreva um texto descrevendo um objeto de grande valor pessoal. O desafio é dar o maior número de informações possíveis, mas identificá-lo apenas na última linha do texto.
9. Faça uma rodada de leitura em voz alta, solicitando voluntários.
10. Estimule a participação dos outros alunos na leitura, com comentários e opiniões sobre clareza, objetividade, etc.
Para encaminhar a atividade dividi a sala em dois grupos. Todos os alunos descreveram um objeto sem dizer o nome e os demais foram adivinhando.
Os alunos adoraram. E enquanto jogavam e se divertiam fixavam o que era substantivo e adjetivo. Na seqüência, produziram um texto com o desafio de dar o maior número de informações de um objeto de grande valor pessoal e só na última linha do texto identificá-lo.
Depois dos textos prontos, fizemos uma roda de leitura. Todos queriam ler e ainda pediram para que enquanto o colega lia os outros tentariam adivinhar.
Conclui que a atividade através de jogos estimula a participação de forma prazerosa e prende atenção de todos.
( Relato apresentado pela professora Marilha Martinelli Mandato)
Trabalhando o tema trabalho
O tema trabalho não é objeto apenas de gêneros textuais tão rígidos como os da atividade 7. Falar ou conversar sobre o tema é uma maneira de construir textos mais
flexíveis e criativos. Fazemos esse “jogo”, entre textos de organização fixa e textos
mais flexíveis e “soltos”, o tempo todo. Trabalhe esse conhecimento intuitivo com
seus alunos.
1. Organize um jogo em sala de aula, com número par de grupos
2. Cada grupo escolhe um porta-voz e um representante para ir ao quadro.
3 -Cada grupo deve dar uma “definição” de trabalho cada vez que você disser:
Trabalho é...
4. Depois de uma breve negociação de sentidos em cada grupo, com um tempo que
você estipular, o porta-voz dá a resposta pelo grupo.
5. Cada representante escreve no quadro as definições dadas por seu grupo, que
devem ser bastante criativas.
6. Os grupos devem ser rápidos, pois o primeiro a falar ganha um ponto.
7. Depois do jogo, todos podem explorar as “definições” do quadro.
8. Se você achar pertinente, utilize as informações do quadro para estimular a elaboração
de um texto escrito que focalize o tema.
Os alunos assistiram ao filme “A cigarra e a formiga”, pedi que eles observassem a atitude das formigas e o comportamento da cigarra. Após o filme fizemos um pequeno comentário do que foi observado.
A maioria chegou a conclusão de que a cigarra fazia uma coisa que gostava e que serviu para divertir as formigas durante o inverno. Logo era o trabalho dela.
A partir desse momento, pedi para que cada um definisse o que é trabalho. Surgiram várias definições e eu ia escrevendo no quadro, depois fomos eliminando aquelas que fugiram um pouco e ficamos com as de melhores sentidos.
Ao final pedi que produzissem um poema com o tema trabalho. Cada um fez a leitura do seu texto, que por sinal foram bons.
( Relato apresentado pela professora Luzia Mota)
AVANÇANDO NA PRÁTICA
Jornais podem se converter em ótimo material para o trabalho com textos empíricos em sala de aula. Vamos sugerir atividades que podem ser adaptadas à realidade e ao nível de escolaridade de seus alunos.
Reproduzimos aqui quatro exemplos de textos que apareceram no jornal Correio Braziliense, de 18 de janeiro de 2003.
Texto 1
Gênero: artigo jornalístico
Frentista paga a conta
Uma prática comum nos postos de gasolina tem minguado o salário dos frentistas. Prejuízos com cheques sem fundos devem ser pagos pelos trabalhadores em algumas situações. Os descontos são previstos no acordo coletivo da categoria, mas os empregados reclamam de abusos. Alegam que os donos de postos estão pesando a mão na hora de promover o abatimento no salário para cobrir eventuais despesas com cheques devolvidos ou roubados, cartões clonados e assaltos.
Os assaltos a postos de gasolina são um exemplo. Todo dia, o frentista recebe dinheiro para fornecer troco aos clientes. O valor corresponde a uma quantidade de litros de combustível. Normalmente, as empresas se responsabilizam até essa quantia, que pode chegar a R$ 200,00, em caso de roubo. Mas o excedente roubado deve ser ressarcido pelo próprio trabalhador.
“A gente está vulnerável aqui, trabalha sem um mínimo de segurança. A gente registra ocorrência, apresenta ao patrão, mas de nada vale”, reclama o frentista de um posto em Samambaia, penalizado em R$150,00 no mês passado depois de ser vítima de roubo.
Os donos dos postos de gasolina se defendem. O presidente do Sindicato dos Postos de Combustíveis do DF (Sindpetro) confirma parte dos descontos, mas justifica, “Os empresários precisam se resguardar dos casos de negligência ou mesmo de má fé do trabalhador”, conta. O empresário garante que uma minoria dos trabalhadores é penalizada. “Do contrário, as pessoas fugiriam do emprego”, compara.
Marcelo Rocha
Da equipe do Correio
Texto 2
Gênero: (anúncio) classificado
MÁQUINA DE COSTURA Antiga, Singer, funcionando, c/ pé de ferro desenhado + pé de máquina costura desenhado, c/ tampo de mármore + escrivaninha antiga c/ três gavetas tampo que abre, conjunto R$ Tr.: 777-
Gênero literário e não-literário
Texto 3
Gênero: poema
Belo belo minha bela
Tenho tudo que não quero
Não tenho nada que quero
Não quero óculos nem tosse
Nem obrigação de voto
Quero quero
Quero a solidão dos píncaros
A água da fonte escondida
A rosa que floresceu
Sobre a escarpa inacessível
A luz da primeira estrela
Piscando no lusco-fusco
Quero quero
Quero dar volta ao mundo
Só num navio de vela
Quero rever Pernambuco
Quero ver Bagdá e Cusco
Quero quero
Quero o moreno de Estela
Quero a brancura de Elisa
Quero a saliva de Bela
Quero as sardas de Adalgisa
Quero quero tanta coisa
Belo belo
Mas basta de lero-lero
Vida noves fora zero.
Texto 4
Gênero: horóscopo
1. Na sala de aula, separe os alunos em 4 ou 8 grupos para analisar os textos que você terá reproduzido em número suficiente para todos do grupo.
2. Oriente seus alunos a identificar como as informações estão distribuídas nos textos; qual o conteúdo temático (de que trata o texto); qual a finalidade; quem são seus leitores em potencial; etc.
3. Se você considerar que a análise do plano composicional (da organização das informações) é ainda difícil para um trabalho autônomo, reserve esse trabalho para fazerem todos em conjunto, com a ajuda do professor.
4. As respostas, escritas pelos grupos, serão apresentadas a todos como o resultado da análise de cada gênero textual, ao mesmo tempo que os exemplos dos textos circularão entre todos para que a análise seja acompanhada com o texto empírico.
5. Mais importante do que a nomenclatura usada para classificar os gêneros é a capacidade para reconhecer características comuns que distinguem um gênero do outro. Por isso, convém informar, de antemão, o gênero com que cada grupo trabalhará.
Dando prosseguindo às atividades do programa GESTAR II – Língua Portuguesa, trabalhou-se com atividades propostas pela seção Avançando na Prática da unidade 10, do livro TP3. Envolveu-se nesse trabalho a 5ª série da EMEF “ Professora Maria Olíria Sarcinelli Campagnaro”.
Para esta aula, com o objetivo de mostrar os distintos gêneros textuais: artigo jornalístico, anúncio-classificado, poema e horóscopo, preparou-se quatro pequenos textos com suas devidas intervenções: um artigo jornalístico( notícia retirada do jornal A Voz de Santa Tereza; um anúncio (classificado); um poema de Fernando Pessoa e um horóscopo.
Por se tratar de textos pequenos, e a experiência de vida de cada aluno, foi de fácil aplicação e entendimento os gêneros textuais apresentados. Cada texto foi trabalhado individualmente, co suas questões mediadas pelo educador, depois em conjunto para que os alunos pudessem perceber suas características.
Os educandos perceberam claramente o objetivo de cada texto, que depois de lidos e devidamente explanados, passou-se então para a conclusão do trabalho. Depois os alunos produziram seus próprios textos.
Para auxiliar nesta atividade e para que ficassem claros todos os itens que deviam conter em cada gênero, foram preparados slides em Power Point e apresentados todos os aspectos e características presentes em cada gênero textual.
Apresentar de uma só vez, quatro gêneros textuais aos alunos, foi bem interessante e se obteve um retorno bem satisfatório e positivo na aplicação desta proposta de atividade, tendo como produto final, textos bem desenvolvidos e criativos.
( Relatório feito pelo professor Eliel dos Anjos dos Santos)
OITAVO ENCONTRO
O oitavo encontro aconteceu no dia 15 de outubro, dia do professor, iniciamos com uma homenagem aos professores, apresentamos uma mensagem com fotos de todos os encontros, houve uma apresentação de música ao vivo, distribuímos rosas e um belo bolo para comemorarmos. Contamos, neste dia, com a presença do Secretário de Educação do município.
Como já sabemos, depois das unidades pares ocorre sempre a Oficina, para a qual você começa a se preparar, na realidade, quando lê os textos básicos.
São seus objetivos:
1- Sistematizar e aprofundar as reflexões sobre letramento e sobre o processo de leitura.
2- Desenvolver a leitura e a prática dos Cursistas com relação ao trabalho com textos.
A oficina 7 trouxe-nos a volta de Drummond com o poema “Cidadezinha qualquer”. Os cursistas foram divididos em grupos e elaboraram as atividades, em seguida foram apresentadas. Responderam também, 6 perguntas elaboradas de acordo com as unidades, para serem debatidas.
Vale ressaltar que o Avançando na Prática traz aos encontros relatos de atividades em sala de aula, que geram sempre muitos questionamentos, comparações e enfim, a certeza de que os problemas com alunos só mudam de endereço.
Neste encontro os professores aprimoraram alguns itens do projeto e trouxeram material de apoio.
Socializamos algumas atividades como: adequação vocabular, atividades de relacionar, atividades das novas regras ortográficas, período composto, todas contextualizadas, de acordo com o que defende o GESTAR.
Analisamos o livro de Sírio Possente “ Por que (não) ensinar gramática”, que defende a idéia do programa. Foi muito proveitoso.
Como já sabemos, depois das unidades pares ocorre sempre a Oficina, para a qual você começa a se preparar, na realidade, quando lê os textos básicos.
São seus objetivos:
1- Sistematizar e aprofundar as reflexões sobre letramento e sobre o processo de leitura.
2- Desenvolver a leitura e a prática dos Cursistas com relação ao trabalho com textos.
A oficina 7 trouxe-nos a volta de Drummond com o poema “Cidadezinha qualquer”. Os cursistas foram divididos em grupos e elaboraram as atividades, em seguida foram apresentadas. Responderam também, 6 perguntas elaboradas de acordo com as unidades, para serem debatidas.
Vale ressaltar que o Avançando na Prática traz aos encontros relatos de atividades em sala de aula, que geram sempre muitos questionamentos, comparações e enfim, a certeza de que os problemas com alunos só mudam de endereço.
Neste encontro os professores aprimoraram alguns itens do projeto e trouxeram material de apoio.
Socializamos algumas atividades como: adequação vocabular, atividades de relacionar, atividades das novas regras ortográficas, período composto, todas contextualizadas, de acordo com o que defende o GESTAR.
Analisamos o livro de Sírio Possente “ Por que (não) ensinar gramática”, que defende a idéia do programa. Foi muito proveitoso.
POR QUE (NÃO) ENSINAR GRAMÁTICA NA ESCOLA
FRAGMENTOS
1- Se diminuir na escola o espaço da gramática, poderá aumentar automaticamente o do texto.
2- Para que o ensino mude, não basta remendar alguns aspectos. É necessário uma revolução.
3- O objetivo da escola é ensinar o português padrão ou talvez, mais exatamente, criar condições para que ele seja aprendido.
4- Parece razoável imaginar, como projeto, que a escola se proponha como objetivo que os alunos, aos 15 anos de vida e 8 de escola, escrevam, sem traumas, diversos tipos de texto: narrativas, textos argumentativos, textos informativos, atas, cartas de vários tipos, etc.
5- Uma das medidas para que esse grau de utilização efetiva da língua escrita possa ser atingido é escrever e ler constantemente, inclusive nas próprias aulas de português.
6- Os grandes problemas escolares estão no domínio do texto, não no da gramática.
7- Se diminuíssem os exercícios de repetição, sobrariam apenas coisas inteligentes para fazer na aula, como ler e escrever, discutir e reescrever, reler e reescrever mais, para escrever e ler de forma sempre mais sofisticada.
8- Haveria certamente muitas vantagens no ensino de português se a escola propusesse como padrão ideal de língua a ser atingido pelos alunos a escrita dos jornais ou dos textos científicos, ao invés de ter como modelo a literatura antiga.
9- Na escola, as práticas mais relevantes serão, portanto, escrever e ler.
10- Para se ter uma idéia do que significaria escrever como trabalho, basta que verifiquemos os escritores ou jornalistas. Eles não fazem redações. Eles pesquisam, vão à rua, ouvem os outros, leem, releem e depois reescrevem. Mostram para seus colegas e chefes, ouvem suas opiniões e depois reescrevem. A escola pode muito bem agir desta forma, desde que não pense só em listas de conteúdos e em avaliação.
11- Quando se discute ensino da língua, sugere-se que as aulas de gramática sejam abolidas, ou abolidas nas séries iniciais ou, pelo menos, que não sejam as únicas aulas existentes na escola.
12- Justificar o ensino da gramática por razões culturais significa, entre outras coisas, admitir que o ensino da gramática pode não ter nada a ver com o ensino da língua.
13- Há três maneiras de se entender a gramática: normativa, descritiva e internalizada.
Gramática normativa – conjunto de regras que devem ser seguidas. Aqui o que estiver fora da linguagem padrão é erro, vício de linguagem ou vulgarismo. A língua muda e a gramática normativa
continua propondo regras que os falantes não seguem mais.
Gramática descritiva – é tanto melhor quanto mais ela for capaz de explicitar o que os falantes sabem.
Gramática internalizada – conjunto de regras que o falante domina. Expressa aspectos dos conhecimentos lingüísticos dos falantes sem qualquer conotação valorativa.
14- O papel da escola não é o de ensinar uma variedade no lugar da outra, mas de criar condições para que os alunos aprendam também as variedades que não conhecem ou não têm familiaridade.
15- É um direito elementar do aluno ter acesso aos bens culturais da sociedade, e é bom não esquecer que para muitos esse acesso só é possível através do que lhes for ensinado nos poucos anos de escola.
16- A aceitação de que o objetivo prioritário da escola é permitir a aquisição da gramática internalizada compromete a escola com uma metodologia que passa pela exposição constante do aluno ao maior número possível de experiências lingüísticas na variedade padrão.
17- Portanto, prioridade absoluta para a leitura, para a escrita, a narrativa oral, o debate e todas as formas de interpretação(resumo, paráfrase, etc.)
18- Não se trata de excluir das tarefas da escola a reflexão sobre a linguagem, isto é, a descrição de sua estrutura ou a explicitação de suas regras, tarefas essas que estariam incluídas nas definições normativa e descritiva da gramática. Trata-se apenas de estabelecer prioridades, deixando claro que não faz sentido, dado o objetivo da escola, descrever ou tentar sistematizar algo de que não se tenha o domínio efetivo.
19- Antes de descrever a sintaxe e a morfologia das expressões, o professor deve certificar-se de que o aluno sabe usá-las e entendê-las.
20- Ensinar gramática é ensinar a língua em toda sua variedade de usos e ensinar regras é ensinar o domínio do uso.
21- A proposta consiste, então, em trabalhar na escola com essas três gramáticas, em ordem de prioridade inversa em relação à ordem de apresentação, isto é, privilegiando a gramática internalizada, em seguida, a descritiva e, por último, a normativa.
22- Assim, a escola deveria acreditar que a saída é ler muito, aumentar o repertório do aluno, suas possibilidades de contato com o mundo lingüístico que ele ainda não conhece, através de livros.
23- Eu sugeriria que se falasse em concordância, em verbo, em sujeito, em pronome, em plural, etc. sem que a terminologia fosse cobrada, de forma que, eventualmente, ela passasse a ser dominada como decorrência de seu uso ativo, e não através de listas e definições.
24- Aprender uma língua é aprender a dizer a mesma coisa de muitas formas.
25- Aqui o material prioritário é a produção lingüística do aluno, ao lado de uma pequena coleção de materiais de leitura.
26- Deve ter ficado claro nas entrelinhas que as sugestões se resumem a uma única grande idéia: fazer com que o ensino de português deixe de ser visto como a transmissão de conteúdos prontos, e passe a ser uma tarefa de construção de conhecimentos por parte dos alunos. Uma tarefa em que o professor deixa de ser a única fonte autorizada de informações, motivações e sanções. O ensino deveria subordinar-se à aprendizagem.
( SÍRIO POSSENTI)
1- Se diminuir na escola o espaço da gramática, poderá aumentar automaticamente o do texto.
2- Para que o ensino mude, não basta remendar alguns aspectos. É necessário uma revolução.
3- O objetivo da escola é ensinar o português padrão ou talvez, mais exatamente, criar condições para que ele seja aprendido.
4- Parece razoável imaginar, como projeto, que a escola se proponha como objetivo que os alunos, aos 15 anos de vida e 8 de escola, escrevam, sem traumas, diversos tipos de texto: narrativas, textos argumentativos, textos informativos, atas, cartas de vários tipos, etc.
5- Uma das medidas para que esse grau de utilização efetiva da língua escrita possa ser atingido é escrever e ler constantemente, inclusive nas próprias aulas de português.
6- Os grandes problemas escolares estão no domínio do texto, não no da gramática.
7- Se diminuíssem os exercícios de repetição, sobrariam apenas coisas inteligentes para fazer na aula, como ler e escrever, discutir e reescrever, reler e reescrever mais, para escrever e ler de forma sempre mais sofisticada.
8- Haveria certamente muitas vantagens no ensino de português se a escola propusesse como padrão ideal de língua a ser atingido pelos alunos a escrita dos jornais ou dos textos científicos, ao invés de ter como modelo a literatura antiga.
9- Na escola, as práticas mais relevantes serão, portanto, escrever e ler.
10- Para se ter uma idéia do que significaria escrever como trabalho, basta que verifiquemos os escritores ou jornalistas. Eles não fazem redações. Eles pesquisam, vão à rua, ouvem os outros, leem, releem e depois reescrevem. Mostram para seus colegas e chefes, ouvem suas opiniões e depois reescrevem. A escola pode muito bem agir desta forma, desde que não pense só em listas de conteúdos e em avaliação.
11- Quando se discute ensino da língua, sugere-se que as aulas de gramática sejam abolidas, ou abolidas nas séries iniciais ou, pelo menos, que não sejam as únicas aulas existentes na escola.
12- Justificar o ensino da gramática por razões culturais significa, entre outras coisas, admitir que o ensino da gramática pode não ter nada a ver com o ensino da língua.
13- Há três maneiras de se entender a gramática: normativa, descritiva e internalizada.
Gramática normativa – conjunto de regras que devem ser seguidas. Aqui o que estiver fora da linguagem padrão é erro, vício de linguagem ou vulgarismo. A língua muda e a gramática normativa
continua propondo regras que os falantes não seguem mais.
Gramática descritiva – é tanto melhor quanto mais ela for capaz de explicitar o que os falantes sabem.
Gramática internalizada – conjunto de regras que o falante domina. Expressa aspectos dos conhecimentos lingüísticos dos falantes sem qualquer conotação valorativa.
14- O papel da escola não é o de ensinar uma variedade no lugar da outra, mas de criar condições para que os alunos aprendam também as variedades que não conhecem ou não têm familiaridade.
15- É um direito elementar do aluno ter acesso aos bens culturais da sociedade, e é bom não esquecer que para muitos esse acesso só é possível através do que lhes for ensinado nos poucos anos de escola.
16- A aceitação de que o objetivo prioritário da escola é permitir a aquisição da gramática internalizada compromete a escola com uma metodologia que passa pela exposição constante do aluno ao maior número possível de experiências lingüísticas na variedade padrão.
17- Portanto, prioridade absoluta para a leitura, para a escrita, a narrativa oral, o debate e todas as formas de interpretação(resumo, paráfrase, etc.)
18- Não se trata de excluir das tarefas da escola a reflexão sobre a linguagem, isto é, a descrição de sua estrutura ou a explicitação de suas regras, tarefas essas que estariam incluídas nas definições normativa e descritiva da gramática. Trata-se apenas de estabelecer prioridades, deixando claro que não faz sentido, dado o objetivo da escola, descrever ou tentar sistematizar algo de que não se tenha o domínio efetivo.
19- Antes de descrever a sintaxe e a morfologia das expressões, o professor deve certificar-se de que o aluno sabe usá-las e entendê-las.
20- Ensinar gramática é ensinar a língua em toda sua variedade de usos e ensinar regras é ensinar o domínio do uso.
21- A proposta consiste, então, em trabalhar na escola com essas três gramáticas, em ordem de prioridade inversa em relação à ordem de apresentação, isto é, privilegiando a gramática internalizada, em seguida, a descritiva e, por último, a normativa.
22- Assim, a escola deveria acreditar que a saída é ler muito, aumentar o repertório do aluno, suas possibilidades de contato com o mundo lingüístico que ele ainda não conhece, através de livros.
23- Eu sugeriria que se falasse em concordância, em verbo, em sujeito, em pronome, em plural, etc. sem que a terminologia fosse cobrada, de forma que, eventualmente, ela passasse a ser dominada como decorrência de seu uso ativo, e não através de listas e definições.
24- Aprender uma língua é aprender a dizer a mesma coisa de muitas formas.
25- Aqui o material prioritário é a produção lingüística do aluno, ao lado de uma pequena coleção de materiais de leitura.
26- Deve ter ficado claro nas entrelinhas que as sugestões se resumem a uma única grande idéia: fazer com que o ensino de português deixe de ser visto como a transmissão de conteúdos prontos, e passe a ser uma tarefa de construção de conhecimentos por parte dos alunos. Uma tarefa em que o professor deixa de ser a única fonte autorizada de informações, motivações e sanções. O ensino deveria subordinar-se à aprendizagem.
( SÍRIO POSSENTI)
SÉTIMO ENCONTRO
Nosso sétimo encontro iniciou-se com a mensagem “ Que seja belo o seu dia”, a qual retratou a importância da simplicidade para ser feliz. Analisamos através de slides “O processo da leitura”, O grupo debateu bastante o assunto, pois ainda é uma angústia e dificuldade o trabalho direcionado a leitura. Depois do debate vimos uma produção textual baseado no texto “Infidelidade” de Jô Soares. Estudamos e socializamos a unidade 14 – O processo da leitura . Fizemos o diagnóstico da avaliação de entrada do gestar por série, depois um levantamento de quais descritores apresentaram mais dificuldades, para a partir desse ponto traçarmos metas para melhorá-los.
No segundo momento, dividimo-nos em grupos para discutirmos sobre o projeto, em seguida o grupo socializou as ideias, colocou sugestões para iniciarmos a elaboração. No próximo encontro, iremos apresentar a estrutura do projeto para devidas alterações e acréscimos.
Ao término do dia assistimos ao filme “Song Song, a pequena gatinha”, o filme tem duração de dez minutos e trata de questões relacionadas a educação e classes sociais. O grupo recebeu sugestões de atividades e acrescentou outras.
Gostaria de parabenizar o grupo de cursistas do município de João Neiva que abraçou o GESTAR e está desenvolvendo seu trabalho com competência e dedicação, professores guerreiros que a cada encontro aprimoram e socializam conhecimento.
No segundo momento, dividimo-nos em grupos para discutirmos sobre o projeto, em seguida o grupo socializou as ideias, colocou sugestões para iniciarmos a elaboração. No próximo encontro, iremos apresentar a estrutura do projeto para devidas alterações e acréscimos.
Ao término do dia assistimos ao filme “Song Song, a pequena gatinha”, o filme tem duração de dez minutos e trata de questões relacionadas a educação e classes sociais. O grupo recebeu sugestões de atividades e acrescentou outras.
Gostaria de parabenizar o grupo de cursistas do município de João Neiva que abraçou o GESTAR e está desenvolvendo seu trabalho com competência e dedicação, professores guerreiros que a cada encontro aprimoram e socializam conhecimento.
SEXTO ENCONTRO
Sabendo que texto é toda e qualquer unidade de informação, no contexto da enunciação. Neste encontro iniciamos com um trabalho relacionado a imagens: obras de arte, imagens subliminares, cartazes, outdoor, placas e outros, mostrando a imagem e fazendo as interpretações com intertextualidade. Depois do trabalho analisado, todos os professores receberam o material para levar até a sala de aula.
Como nosso assunto dessa unidade era o processo da leitura, detivemo-nos a leitura de textos e estratégias que possam ajudar nossos alunos a entenderem um texto, mesmo sabendo como é complexo o ato de ler. O grupo deteve-se a um debate relacionado aos objetivos da leitura e ao conhecimento prévio, argumentaram a dificuldade do acesso a materiais e a participação de professores de outras áreas para viabilizarem a informação.
Após o lanche vimos uma mensagem sobre auto-estima feminina, foi um momento de descontração, porém com objetivo.
Vimos um clip que falava sobre cigarro (paródia) e trabalhamos a intertextualidade para enfatizar a questão relacionada ao conhecimento prévio.
Terminamos o dia refletindo sobre o seguinte trecho do livro TP4 pag. 84.
“ È essencial, pois, que o professor tente ajudar seu aluno a desenvolver a consciência da importância, não só de ler, como também dos diferentes tipos de leitura. Isso não se consegue repetindo a exaustão o discurso de que “ler é preciso”, “ler é viajar”, “quem lê sabe mais”. O que nós professores, temos de tentar a todo momento é conhecer os interesses dos alunos, ter clareza quanto ao que eles sabem e oferecer-lhes materiais e experiências de leitura capaz de mobilizá-los. Quer dizer: tornar a leitura verdadeiramente significativa implica criar nos alunos motivos para ler, ou em ortras palavras, ajudá-los a ter necessidade de ler.”
Como nosso assunto dessa unidade era o processo da leitura, detivemo-nos a leitura de textos e estratégias que possam ajudar nossos alunos a entenderem um texto, mesmo sabendo como é complexo o ato de ler. O grupo deteve-se a um debate relacionado aos objetivos da leitura e ao conhecimento prévio, argumentaram a dificuldade do acesso a materiais e a participação de professores de outras áreas para viabilizarem a informação.
Após o lanche vimos uma mensagem sobre auto-estima feminina, foi um momento de descontração, porém com objetivo.
Vimos um clip que falava sobre cigarro (paródia) e trabalhamos a intertextualidade para enfatizar a questão relacionada ao conhecimento prévio.
Terminamos o dia refletindo sobre o seguinte trecho do livro TP4 pag. 84.
“ È essencial, pois, que o professor tente ajudar seu aluno a desenvolver a consciência da importância, não só de ler, como também dos diferentes tipos de leitura. Isso não se consegue repetindo a exaustão o discurso de que “ler é preciso”, “ler é viajar”, “quem lê sabe mais”. O que nós professores, temos de tentar a todo momento é conhecer os interesses dos alunos, ter clareza quanto ao que eles sabem e oferecer-lhes materiais e experiências de leitura capaz de mobilizá-los. Quer dizer: tornar a leitura verdadeiramente significativa implica criar nos alunos motivos para ler, ou em ortras palavras, ajudá-los a ter necessidade de ler.”
QUINTO ENCONTRO
LETRAMENTO
No quinto encontro, estudamos Letramento com o tema transversal “Diversidade Cultural”. Inicialmente trabalhamos uma mensagem, depois fizemos análise da charge “Muita injustiça”, a fim de observarmos a situação sócio-comunicativa. O grupo gostou muito.
Estudamos a unidade usando slides sobre letramento, acrescentando informações a unidade, a qual foi apresentada pelos cursistas. Logo depois, foram trabalhados slides sobre placas, letreiros e sinais havendo uma socialização de ideias e depoimentos dos professores.
Para finalizarmos trabalhamos uma técnica de percepção “ O caso de Miguel”, com atividades para trabalhar em sala de aula. O encontro foi prazeroso e os cursistas acharam bem interessante a questão do letramento.
O grupo também conheceu o Profeta Gentileza, através de um trabalho bem interessante. Inicialmente assistimos ao vídeo do incêndio do gran circo norte americano, pois foi devido a esse incêndio que surgiu o Profeta Gentileza, em seguida slides falando sobre o profeta, depois de conhecido, analisamos um clip da música de Marisa Monte a qual também retrata a história. Conhecemos o texto “gentileza gera gentileza” de Marilena Soneghet e o texto “O profeta gentileza” de Leonardo Boff. Para finalizar o vídeo da escola de samba que homenageou o grande profeta. O projeto culmina com uma atividade relacionada aos textos trabalhados e por fim um teste: Você é gentil de verdade?
No quinto encontro, estudamos Letramento com o tema transversal “Diversidade Cultural”. Inicialmente trabalhamos uma mensagem, depois fizemos análise da charge “Muita injustiça”, a fim de observarmos a situação sócio-comunicativa. O grupo gostou muito.
Estudamos a unidade usando slides sobre letramento, acrescentando informações a unidade, a qual foi apresentada pelos cursistas. Logo depois, foram trabalhados slides sobre placas, letreiros e sinais havendo uma socialização de ideias e depoimentos dos professores.
Para finalizarmos trabalhamos uma técnica de percepção “ O caso de Miguel”, com atividades para trabalhar em sala de aula. O encontro foi prazeroso e os cursistas acharam bem interessante a questão do letramento.
O grupo também conheceu o Profeta Gentileza, através de um trabalho bem interessante. Inicialmente assistimos ao vídeo do incêndio do gran circo norte americano, pois foi devido a esse incêndio que surgiu o Profeta Gentileza, em seguida slides falando sobre o profeta, depois de conhecido, analisamos um clip da música de Marisa Monte a qual também retrata a história. Conhecemos o texto “gentileza gera gentileza” de Marilena Soneghet e o texto “O profeta gentileza” de Leonardo Boff. Para finalizar o vídeo da escola de samba que homenageou o grande profeta. O projeto culmina com uma atividade relacionada aos textos trabalhados e por fim um teste: Você é gentil de verdade?
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